#25 Gerando Motivação

#25 Gerando Motivação

Não importa o quão bem planejado você esteja para suas resoluções de 2017. Se não houver a motivação necessária para colocar em prática tudo o que se propôs, simplesmente não acontecerá. Você se sente verdadeiramente motivado para realizar tudo o que gostaria no novo ano?

O que fazer para manter a motivação sempre em alta, mesmo quando nos defrontamos com situações desanimadoras? São perguntas fundamentais para quem planeja suas metas, não acha?

A palavra motivação vem do latim “moveres”, e significa mover. Basicamente ela designa o impulso interno que move à ação. A ciência tem se debruçado sobre esse tema há aproximadamente um século e meio, buscando princípios que nos ajudem a compreender por que escolhemos, iniciamos e mantemos determinadas ações em certas situações. Sigmund Freud, por exemplo, tratava da motivação em termos de instintos. Já B. F. Skinner, grande expoente do behaviorismo, abordava a motivação em termos de respostas a estímulos. Em outras palavras, segundo essa tese, o ser humano funciona apenas por prazer ou sofrimento, prêmio ou castigo.

Desde a década de 1950 os behavioristas praticamente dominaram as pesquisas sobre a motivação, e não por acaso seus princípios orientam os sistemas motivacionais em empresas, escolas e até mesmo nos núcleos familiares. Por exemplo, ao premiar um filho por ter tirado boas notas ou cortado sua mesada caso não ele tenha obtido os resultados esperados na escola, estamos agindo segundo princípios behavioristas.

Basicamente as ideias de Skinner são um contraponto à noção clássica dada na antiguidade por Aristóteles, de que o ser humano tem uma tendência ativa para perseguir o crescimento psicológico e é direcionado para a organização e a integração. Segundo o filósofo, o homem possui três necessidades natas: buscar desafios, descobrir novas perspectivas e transformar práticas culturais.

Os estudos mais modernos sobre motivação buscam unir esses dois pensamentos aparentemente contraditórios. Ou seja, por um lado temos a ideia behaviorista de que somos movidos por prêmios e castigos, e por outro a concepção de que também somos levados por necessidades internas, paixões e um desejo de autodesenvolvimento, conforme a filosofia aristotélica. Hoje em dia, chamamos o primeiro caso de MOTIVAÇÃO EXTRÍNSECA, e o segundo de MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA.

Os proponentes dessa junção foram Edward Deci, da Universidade de Rochester, e Richard Ryan, da Universidade Católica Australiana. Ambos são autores da Teoria da Autodeterminação. Segundo os dois cientistas, autodeterminação é o ato de escolher e decidir por si mesmo, e de iniciar ações por vontade própria, isto é, a motivação consciente que leva a uma ação, não apenas por punição ou recompensa, mas por amor ou entendimento de que se trata de algo bom ou importante.

Deci e Ryan indicaram alguns passos para trabalhar com a sua motivação. Que tal considerá-los agora para desenvolver uma maior autodeterminação direcionada às metas para 2017? Então pegue papel e caneta para refletir e planejar, não apenas seus objetivos para o ano, mas também como se manterá motivado em seu decorrer.

LISTE SUAS PRINCIPAIS METAS PARA 2017. RESPONDA ÀS PERGUNTAS ABAIXO CONSIDERANDO CADA OBJETIVO INDIVIDUALMENTE:

1) AVALIE O SEU NÍVEL DE MOTIVAÇÃO. DE 0 A 100%, O QUANTO VOCÊ SE SENTE MOTIVADO PARA COMEÇAR E SE MANTER NESSA META?

2) ELEVE A CONSCIÊNCIA. VOCÊ REALMENTE QUER TRABALHAR ISSO? ESTÁ DISPOSTO A FAZER O QUE FOR NECESSÁRIO PARA ELEVAR SUA MOTIVAÇÃO A 100%? CASO A RESPOSTA SEJA NÃO, CONSIDERE PRIORIZAR OUTROS OBJETIVOS EM 2017.

3) AJUSTE DE MOTIVAÇÃO. FAÇA UMA LISTA DE ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS PARA TORNAR ESSE OBJETIVO MAIS PRAZEROSO, INTERESSANTE E DESAFIADOR. VOCÊ NÃO DEVERÁ FAZÊ-LAS NESSE MOMENTO, MAS LEVANTAR POSSIBILIDADES. QUANTO MAIS IDEIAS, MELHOR.

4) PROMOVA A MUDANÇA. ESCOLHA, ENTRE AS ESTRATÉGIAS LEVANTADAS ACIMA, AQUELA QUE FUNCIONARÁ MELHOR PARA VOCÊ. ELABORE UM PLANO DE AÇÃO PARA COLOCÁ-LÁ EM PRÁTICA EM 2017, E SE COMPROMETA!

 

Este assunto é tão importante e rico que há muito ainda a explorar sobre ele. Ryan e Deci descobriram, por exemplo, que podemos ter um controle muito maior de nossa autodeterminação quando conhecemos o que caracteriza a motivação intrínseca, bem como os tipos de motivação extrínseca. Assim conseguimos determinar com assertividade a melhor forma de promover mudanças motivacionais quando pretendemos realizar algo importante. Interessado no assunto? Então não perca nosso post de amanhã!

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